SiteAUTORES BRASILEIROS Anne Russel

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Sobre Anne Russel

Anne Russel tem, em seu currículo literário, obras como: Contos de Amor, 1999; Outono no Vento, 2001; e Pequenas Estórias, livro lançado em 2004 em parceria com as autoras Patricky Field e Eunória Gomes. Mas seu maior trabalho na arte literária é, sem dúvida, o romance: O homem da Costa Norte. O livro, iniciado em 1998, conta a estória de Richard, pesquisador que vive da emoção e paixão pelo mar de sua Costa Norte de Sjaelland, na Dinamarca; a qual ele passa a defender, não por se tratar de um assunto de estudos, negócio ou ambiental, mas por sentir e saber, acima de tudo, que a vida não precisa ser defendida, mas conhecida e refletida em sua integridade dentro de nossas células, através de nossos corpos, mentes e almas. Richard caminha pela areia branca e fria como se trilhasse nos cristais de sua própria existência e, por mais solitária que sua vida pudesse parecer, ele encontra o amor e a família que julgava não lhe ser possível conhecer, e descobre também que, às vezes, o que nos parece impossível é, talvez, o que está gritando em nós como vozes e ecos de um destino que já nos conhecia, mas que nós não havíamos conseguido compreender como sendo parte de nós mesmos.

Fyldepennen

Fyldepennen




Ventos do Mar
Desejos tão castos te trouxeram e, te levaram embora...

Lembro eu da antiga fonte onde nos sentávamos, quando a brisa me afagava a fronte e tu sorrias como se fosse tu a ordenar à brisa que soprasse, para que tempos mais tarde, ao sentir outra brisa igual, de ti me lembrasse.

Mas foste cruel meu querido, pois se agora me lembro de ti, quero chorar... e assim qualquer brisa é vendaval.

O perfume de jasmim e flores do campo sempre acompanhava meu dia, logo desde o amanhecer esplêndido no qual eu te sabia tão distante, mas logo regressarias.

Eu olhava o horizonte exatamente como faço agora. Mas naquele tempo, havia uma esperança, morna, quente e boa que fazia meu coração tranqüilo, na certeza de tua volta.

Agora o horizonte simplesmente me sufoca a alma como as lágrimas que já nem têm força para molhar meu rosto quando esta brisa que sopra é simplesmente um vento sem alento, sem mistérios, solitário e deserto como meu próprio ser.



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